Desde novembro, durante o Encontro Fora do Eixo em São Paulo, no Fórum de Cultura Digital (realizado na bela cinemateca), que estou ensaiando pra postar aqui. Desde lá bons ventos me levaram a andanças muito positivas, por alguns lugares do Brasil. Lugares fantásticos pelas pessoas, paisagem, contexto e novas possibilidades. O Encontro no Fórum foi absurdamente estimulante. Fomos convidados de destaque, nos envolvemos em todas as plenárias e discussões acerca da cultura digital e seu amplo universo. Contactamos figuras essenciais pra manutenção e ampliação do Circuito Fora do Eixo como um todo. Cláudio Prado, o anfitrião, nos acolheu de modo ímpar, com um atendimento digno e condizente com todo o valor que tem a rede e cada um de seus coletivos pra cultura brasileira. Além do Fórum de cultura digital, uma imersão na casa da Lala Deheinzeli, grande referência da Economia criativa no Brasil que capitaneia o projeto crie futuros, já nos auxiliando a visualizar o Banco do Futuro do CFE. Lala se tornou uma grande parceira. Lala se tornou uma grande parceira e nos deixou muito à vontade em sua bela Casa de São Paulo. Aliás, vale muito destacar a casa dela: Uma cidadezinha cenográfica a base de muita reciclagem num conceito bem sustentável. Foda. Foi lá que fizemos a primeira reunião com o coletivo Amerê Beta (até então sem nome). Marcos, Taís e Dani já mostravam todo o entusiasmo em fazer parte da rede e se ingressarem nessa vida de muita labuta e feliz dos coletivos. rs
Além do Encontro Fora do Eixo em São Paulo, houve um segundo Encontro no Goiânia Noise. Muitos dos fora do eixo que estavam em sampa, foi direto pra Goiânia. Momentos que trouxeram uma aproximação maior dos coletivos envolvidos, provocando uma sintonia necessária entre as regionais Fora do Eixo (mesmo com a ausência da regional sul). O Eixo de sustentabilidade se reuniu várias vezes com a mulherada presente, ampliando e consolidando ainda mais o setor do Fora do Eixo Card. Reuniões do Fora do Eixo, aproximaram coletivos e membros novos, como o Araribóia (Niterói RJ) e a Dani que acabou se ingressando no Massa Coletiva (SP).
Depois do Goiânia Noise, a volta pra Hell City. Ajustar contas, pós produção do Festival Calango e a casa em geral,
para a próxima circulação cubana: A II Feira música Brasil. Esta, realizada em Recife (PE) já uniu mais vários coletivos do Nordeste, além dos coletivos do FDE Centro-oeste e sudeste. Outro grande momento da nossa circulação pelo Brasil. Momento histórico pra constituição e solidificação da Feira Música Brasil, valorizando o CFE como um dos movimentos de maior musculatura na cultura nacional. A experiência política trocada com o Fórum nacional da música foi bem proveitosa. Macaco Bong fez um show espetacular. Reuniões quentes da ABRAFIN e programáticas / sintomáticas do Circuito Fora do Eixo causaram mais um grande avanço nas atividades da rede pra 2010. Muitas oportunidades de organização, trocas, afinidades processuais e pessoais foram sabiamente utilizadas através do inconsciente coletivo do CFE. Mais um momento intenso de trocas e aprendizado.
Continuando a viagem nesse trem (ônibus, avião, carro…), da Feira, segui solitariamente para Brasília, afim de antecipar trâmites burocráticos do Calango no MINC e iniciar minha temporada trabalho/familia, na casa de minha irmã. Mais um momento muito gostoso, onde descanso, trabalho e papos na madrugada se encontram harmonicamente. De Brasília, direto pra Rio Verde, minha cidade natal. Em Rio Verde, os olhos voltados para uma possível articulação para mais um ponto fora do eixo se estabelecer no FDE Goiás, dessa vez, me revelaram uma boa surpresa: um bar rock alternativo (Stone rock) foi aberto recentemente e já vem movimentando a cena local, aliás, até o policiamento local o bar vem movimentando em proporções absurdas, como toda cidade que ainda enfrenta o provincianismo cristalizado. rs (confiram o vídeo). Rio Verde tem uma cena de metal forte, com bandas autorais, um festival (das abóboras – apelido carinhoso da cidade rs), mas ainda na vibe xiita, como toda cena de metal principiante que se preze. rs. Pessoas daqui e dali interessadas em fazer a coisa acontecer de alguma maneira, mostraram ser um caminho mais próximo do que antes, sem dúvida. Nessa, alguns contatos despretensiosos já devem garantir algumas surpresas em breve, que conto depois. Enfim. Descobri novos sobrinhos (lindos) e com certeza curti muito minha família e amigas de infância que já não via há alguns anos. Tudo em paz, como haveria de ser…
Depois da cidade natal, já fui cumprir o programa do Cubo para o fim de ano que estabelecemos em Recife: Mari e Pablo pelo Nordeste e eu pelo Sudeste, no Coletivo Goma. Talles e eu planejamos o reveillon FDE Minas que logo se transformou no FDE Sudeste. Afinal, tava muito na mão! Definimos a linha estratégica da Imersão de final de ano junto aos coletivos mineiros e paulistas. No caso, o Massa Coletiva. A Virada em si foi produzida na casa cultura GOMA com direito a champagne e farofa de banana (que amo. rs). O Caixinha coletivo rendeu e os cards mão de obra investidos na cozinha valeram demais a pena. Tem muita cozinheira boa na rede. rs. A maioria chegou no dia 29 e a partir daí, já definimos os trabalhos em grupos organizados ora por setor nacional, ora por eixo nacional, ora por coletivo, ora por coordenações. Muito dinâmico, produtivo e sintomático. Dinâmicas pessoais, projetos por coletivos e integrados reestruturados e ampliados em um rearranjo fundamental pro contexto vivido. Resultados muito satisfatórios como a criação do fundo estadual de minas e regional sudeste, além do programa FDE Minas 2010 com seu núcleo durável estabelecido, programa para os coletivos, oficinas piloto de circulação em festivais mineiros e rotas para as bandas do GR sudeste, demonstraram mais uma vez como a força coletiva pode antecipar e injetar por muito tempo, uma grande dosagem de estímulo. A virada FDE Sudeste rendeu até Tarô e programa de família, com diversas crianças interagindo no processo. Já falei pra montarem um coletivo infantil, quem sabe o Praticutucá de Udia. rs
Enfim, Circulação sempre boa pra dar uma reoxigenada no cérebro e o coração, e manter a sábia dialética da razão e sensibilidade, pra deixar a saudade suficiente de “casa” e voltar com gás todo pro fortalecimento da nossa Cena local/estadual/regional. Nossa querida Hell City já pronta pra reerguer a Casa Fora do Eixo. É isso aí. Como uma fênix, a CAFE vai voltar com tudo esse ano. E essa é só mais uma grande novidade do nosso tubo de ensaio, pronta pra explodir esse ano. Aguardem!
beijos



Sábia dialética da razão e sensibilidade